12/12/2017

Escolhas

A vida ensina que, frente a cada um dos momentos difíceis, a gente tem algumas possibilidades de pensamento e ação. É possível que as mais importantes sejam encarar ou fugir. 

Fugir é mais fácil. Aparentemente, é mais seguro. Parece mais conveniente sair fora, fingir que nada aconteceu e deixar pra lá. É comum a gente dizer que “é assim mesmo”, “não há o que fazer”, “as pessoas não aprendem”, “não vale a pena se desgastar”….

Sem dúvida, é uma saída válida. Não raro, é a única coisa que a gente consegue pensar e fazer. E sinceramente penso que deva ser considerada e até mesmo respeitada. Naquele momento é tudo que é possível fazer.

Mas tudo muda o tempo todo. Ainda bem! Tudo acontece num segundo e, logo em seguida, é outro segundo e outro e outro. O tempo anda, nunca para. A vida segue, a vida flui. E o que a gente pensou e decidiu num segundo não vale mais. Perdeu todo o sentido. Só ficou numa parte da nossa cabeça.

Por outro lado, encarar cada um desses momentos é mais difícil. Parece impossível! Tudo indica que não dá mais…

Pois é! Mas é justamente aí que está a questão: encarar a situação é encarar-se frente a situação. É ter que se re-ver diante dela. É re-viver o segundo. É re-visar o que pensou e fez.

E quando a gente faz isto, percebe que não são poucas as inevitáveis besteiras e bobagens que a gente fala de sopetão, assim como são muitas as coisas que a gente fez e faz sem pensar antes. 

Só que pra agir dessa forma, é preciso ter coragem. É preciso ser humano. É preciso ter compaixão, primeiro consigo mesmo pra, então, compreender o outro. É preciso admitir-se para, depois, admitir o outro.

Nada fácil, como se vê! Mas também nada mais saudável e prazeroso! 

A vida é bem maior que a gente! Nossas “decisões”, especialmente as “definitivas”, são mesquinhas demais se comparadas às boas e gostosas risadas!

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