02/01/2018

Pobre não existe. Rico não existe.

Duvido que alguém encontre em toda a história da humanidade ao menos uma pessoa que tenha nascido rica ou que tenha nascido pobre. Duvido que em algum lugar do planeta alguém possa afirmar que é rico ou pobre de nascença.

Pobreza e riqueza são categorias de uma certa antropologia historicamente comprometida com certa visão de mundo segundo a qual viver em sociedade implica diferenciar os homens entre si…

O que existe é pouca gente enriquecida e muita, mas muita gente empobrecida. O que existe é concentração de riqueza e distribuição de pobreza. O que existe, de fato, é que alguns se acham no direito de acumular para si mesmos o que, de fato, é de todos. 

  • A vida é abundante! Não falta terra, não falta ar, não falta água, não falta calor. Toda e qualquer tentativa de controlar a vida é abuso de um lado e ignorância de outro.


A propriedade privada, lembra Rousseau, surgiu quando alguém, depois de convencer uma minoria de que era ‘diferente’ deles, disse “isto é meu”. Como não encontrou quem reagisse – talvez por surpresa mas, certamente, pela força e violência dos ‘convencidos’ –, ele se apropriou do espaço e da riqueza que sempre foi de todos.

  • Desde então, ‘morrer rico’ é o sonho de muita gente. Que miséria!!!

Seus herdeiros, por sua vez, continuam construindo mausoléus pros seus pais nos cemitérios, ao mesmo tempo que, cada vez mais, contam com a ‘surpresa’ e a ‘força’ de quem os mantém na condição de ‘igualmente diferentes’ dos demais. Que pobreza!!!

Ninguém nasce pobre. Ninguém nasce rico. Cada um de nós ou nasce enriquecido ou nasce empobrecido. Sair ou permanecer nessa ou naquela condição tem a ver com acumular ou não acumular para si o que é de todos.

  • A vida é farta. Cultivar a miséria – seja concentrando riqueza, seja admitindo que ela seja concentrada – tem o nome de morte.

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