07/01/2018

Rejeição | ferida da infância

Sabe aquela sensação de quem não está agradando? De estar num lugar em que os outros ficam incomodados com sua presença? De sentir que não é uma pessoa bem vinda?

Quando se é adulto, alternativas não faltam diante de situações como essas: sair fora, esquecer quem está ali, ir pra outro lugar, desencanar… Há quem faça isso 'numa boa' e deixa pra lá. Outros sofrem muito: o que não falta é gente carregando potes de mágoa e tristeza por se sentirem rejeitados! 

Mas quando se é criança, a situação é diferente: sair fora é impossível; esquecer, menos ainda. O único jeito é chorar e sofrer de modo profundo.

O medo da rejeição provoca uma ferida bem difícil de ser curada – se é que é possível ser curada! –, sobretudo quando sabemos que muitos filhos não foram desejados e que boa parte dos profissionais de educação, de fato, não gosta de criança.

O fato é que não se sentir suficientemente amada e acolhida, ser desvalorizada e depreciada, não receber a devida atenção na infância faz a pessoa criar dentro de si a imagem de alguém que não merece afeto e que não tem lugar num grupo social. Sentir-se como alguém que não é bem vindo fere mais do que violência física!

Criança que se sente rejeitada, ou adulto que se sentiu rejeitado na infância, tende a não se valorizar, a se depreciar o tempo todo, a ser uma pessoa super insegura. E mesmo quando consegue algum tipo de sucesso, é alguém que não aguenta ouvir a menor crítica. Então, foge, fica agressivo ou se recolhe. Em qualquer situação, sofre muito.

O medo de ser criticado tem tudo a ver com o medo de ser rejeitado.

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