28/07/2018

Mídias e Educação Escolar

Que os meios de comunicação são parte integrante da vida da maioria das pessoas, ninguém de nós duvida; que eles influenciam nossos modos de ser-pensar-agir, também não há dificuldade em se constatar. Que eles são instrumentos de controle social, entretanto, poucos conseguem perceber; que eles precisam ser vistos e tratados como órgãos informativos de grupos socialmente organizados e, portanto, comprometidos com algo mais do que entretenimento, então, para a maioria das pessoas, é algo tão distante quanto o olhar da menina apaixonada pelo astro de novela...

O fato é que as últimas décadas deram um banho de tecnologia na história da humanidade, deixando-nos atônitos, perplexos, maravilhados. Todos os dias somos acordados com mais uma novidade, certos de que a tendência é que os avanços e conquistas acelerem ainda mais seus gigantescos passos. “Onde é que tudo isso vai parar?” – dizemos assustados e cheios de razão!

No caso das mídias, o desenvolvimento é tão grande e fascinante que não erraremos se afirmarmos serem elas as responsáveis pelos saltos quantitativos e qualitativos das ciências em nossos dias. Sem falar da rede mundial, que aumenta aos milhares por dia o número de internautas, há no Brasil algum lugar em que o rádio, a tevê ou jornais e revistas ainda não tenham chegado? São esses meios, entre outros, que ocupam olhos, ouvidos e mãos das pessoas, dizendo e ensinando o que elas devem pensar, como se comportar e o que dizer sobre elas mesmas, os outros e o mundo.

Exatamente por isso, está mais do que na hora de prestarmos atenção nas mídias, de olharmos com alguma desconfiança as imagens da telinha, de ouvirmos com cuidado as falas do rádio, de lermos com atenção os textos dos jornais e das revistas. Precisamos aprender a ser críticos com os meios de comunicação, exatamente como são criteriosos os seus responsáveis quando editam matérias e as publicam nas mídias impressas e eletrônicas.

Ora, se essa é uma aprendizagem que se impõe à sociedade como um todo, muito maior deve ser a atenção da escola e dos profissionais que nela atuam. É urgente que nós, professores e professoras, façamos as mídias constarem de nossos programas curriculares e práticas educativas. Precisamos aprender – juntamente com os alunos – a fazer a “leitura crítica dos meios”, sob pena de que nossa boa vontade e interesse em ensinar alguma coisa resultem inútil, simplesmente porque, com tanta tecnologia, as mídias ensinam melhor do que qualquer um de nós.

Há, contudo, algo mais que podemos fazer: aprender e exercitar – novamente, junto com os alunos – o como fazer e a linguagem dos meios, realizando, assim, o processo da comunicação, ou seja, um conjunto de ações em comum. É o que chamamos de “Educação Pelos Meios de Comunicação”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário