12/08/2019

Benzimento - vamos conversar sobre isso?

Claro que os colonizadores, tanto os de antes como os de agora, dizem que isto de Benzer é crendice, superstição, coisa sem fundamento! Colonizadores não suportam absolutamente nada que venha a não ser deles próprios. Então, tudo que não tem o aval deles não serve, não presta, não merece atenção. Pra eles, cabe ao colonizado tão somente pensar e fazer o que eles querem que seja pensado e feito.

Ocorre que desde os primórdios da história, a humanidade inventou práticas como o benzimento pra curar seus males físicos e psicológicos. Criou deuses e, de tanto admirá-los, utilizou-os como bem quis e quer. Há um sem número de rituais que serve exatamente pra isso. E não adianta colonizador algum insistir porque, ainda que sofram perseguições, os que cultuam deuses, não importando que forma tenham, continuarão a fazer seus rituais. 

Ervas e plantas, incensos e velas, objetos, símbolos, imagens e até mesmo o sangue de animais, entre tantos outros, nada mais são do que instrumentos que atendem a um único propósito: servir aos humanos para que possam atuar como quem quer e pode alterar uma situação de acordo com seus propósitos. Quanto a ser benéfico ou não esse propósito, a decisão é de cada um.

Benzimento, benzeção ou ato de benzer é o mesmo que bendizer. Pensamento, palavras, gestos e coisas se juntam em favor de quem busca alívio às suas dores. Bendizer é dizer coisas boas pra alguém, reconhecer e valorizar suas qualidades, elevar sua autoestima. Em forma de oração, o ato de benzer nada mais é do que pedir ao divino que atenda quem lhe pede atenção. 

Benzer alguém é priorizar o outro, atendê-lo, considerá-lo, enaltecê-lo. Receber a benção é sentir-se reconhecido, acolhido, querido. A relação que se estabelece entre ambos é de profunda humanidade – algo bem distante e muito diferente do que pretendem os colonizadores.

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