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30/06/2020

Como lidar com a ansiedade

Passado e Futuro não existem. O primeiro, porque já foi e o segundo, porque ainda não é. Não há o que fazer com eles. Não há como modificá-los, alterá-los. Estão completamente fora do nosso alcance. De fato, passado e futuro não têm a menor condição de existência.

Não raro, entretanto, definem - em alguns casos, definem totalmente - a vida de muita gente. Determinam, fixam, decretam, decidem cada um dos acontecimentos da vida. Ou seja, embora não existam, passado e futuro permanecem no presente.

Eis aí - tudo indica -, a origem de tantos males que afligem tantas pessoas. E se assim é em tempos 'normais', como está sendo em meio à pandemia do corona vírus? Se assim é em tempos de correria, quando muita coisa deixa de ser feita por falta de tempo, como está sendo esperar o tempo passar em meio a tanta incerteza?

Claro! A tendência é que sentimentos como perturbação, aperto no peito, sufoco, desamparo, carência e coisas parecidas venham à tona. Ocorre que sentimentos como esses são expressões de emoções que, assim como órgãos, tecidos, pele, ossos, músculos etc. são elementos constitutivos do ser humano. Fazem parte de nós, seja como matéria seja como ideia ou construção mental. 

Emoções não são nem boas nem más. Temos que considerá-las, é certo! 

Tratá-las como mais ou menos importantes, no entanto, é algo que cabe a cada um de nós.


Angústia, ansiedade e medo


Assim como passado e futuro, emoções não existem a não ser na nossa mente que, então, processa e reproduz as informações que lhe fornecemos. Vale dizer: a mente não produz dados; cada um de nós inventa, alimenta e sustenta a sua mente, enviando informações que, conscientemente ou não, queremos que ela processe e reproduza. Por outro lado, quem pode cessar ou diminuir esse movimento é cada um de nós também.

Lidar com a ansiedade, portanto, é algo possível. Pode ser mais ou menos simples, mais ou menos difícil, mais rápido ou mais lento. Não importa! O fato é que conseguimos lidar com ela. E não precisamos de remédio pra isto.

Alguns passos podem ser bem interessantes. Sugiro que experimente:


1] Compreender que a ansiedade faz parte do nosso ser e que todos somos ansiosos. Conhece alguém que, de verdade, não é?

2] Perceber que a ansiedade vem sempre acompanhada do medo que temos em relação ao futuro. Conhece alguém angustiado e ansioso com o passado?

3] Encontrar alguém que se disponha a ouvir seus medos, suas angústias. Dizer, verbalizar, nomear sentimentos funcionam como luz na escuridão.

4] Auto-aplicar pressão em determinados pontos no corpo promove enorme alívio de dores e bem estar. Nosso corpo é inteligente e tem capacidade de nos curar.


Caso necessite e queira aprofundar este tema, saiba mais clicando aqui.

02/06/2020

Yin e Yang

“Só temos consciência do belo
Quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom
Quando conhecemos o mau
Porquanto o Ser e o Existir
Se engendram mutuamente
O fácil e o difícil se completam
O grande e o pequeno são complementares
O alto e o baixo formam um todo
O som e o silêncio formam a harmonia
O passado e o futuro geram o tempo (...)”
[Tao Te Ching]

Esta ideia se repete em muitas outras culturas mundo afora. Para os chineses, tem a ver com o conceito de energia. O símbolo [junção de múltiplos pedacinhos] é Yin e Yang.

Yin tem a ver com o lado escuro da montanha e Yang, o lado iluminado da montanha. É o mesmo que sol e lua, figura e fundo, positivo e negativo. De um lado, o ativo, dinâmico e masculino. De outro, o passivo, estático e feminino. Dois lados da mesma moeda. Opostos que se complementam: um não existe sem o outro.

A polaridade se manifesta em tudo. Um polo contém o outro e também é contido pelo e no outro. Ora um, ora outro se sobressai, mas somente por um tempo. O que aparece é a dança dos contrários: lentamente um cresce até a destruição do outro, ao mesmo tempo em que o outro vai se transformando no um.

O que, de fato, os caracteriza é o movimento. Jamais estão estagnados!

Yin e Yang são opostos, mas não competem entre si. Não são confundem com bem e mal, como quer o maniqueísmo, que atribui valores ao que se opõe: ‘isto é do bem e aquilo é do mal’… O que interessa é o possível equilíbrio [bom] ou desequilíbrio [mau] entre eles.