20/05/2019

Formação Política


Objetivo

Contribuir para a formação política de indivíduos e grupos envolvidos com a luta social.


1] Como funciona o sistema

Sistema é o conjunto de peças interdependentes que formam um todo organizado. É o mesmo quer dizer algo combinado, ajustado e destinado a um determinado fim. Para que funcione, é necessário e importante que haja boa comunicação entre as partes. 

21/04/2019

Reflexologia das mãos e dos pés

Registros históricos atestam que egípcios, chineses, gregos, romanos e outros antigos povos conheciam e praticavam o que, muitos séculos mais tarde, recebeu o nome de 'teoria zonal', elaborada pelos médicos estadunidenses William FitzGerald e Joe Shelby Riley, na década de 1920.

Outro nome importante da terapia zonal é a fisioterapeuta Eunice Ingham. Pioneira nos anos de 1930 da reflexologia em sua forma atual, ela criou um método que tem nos pés e nas mãos a correspondência dos órgãos do corpo humano e a terapia zonal.


Os reflexos nos pés são a imagem espetacular e fiel
dos órgãos, funções e estruturas do corpo humano. 


[Eunice D. Ingham]


Foi quando a terapia passou a ser chamada reflexologia podal.

De acordo com essa teoria, há no corpo humano um sistema de canais verticais ou longitudinais e canais horizontais ou transversais. Os primeiros ligam os pés à cabeça e descem pelos braços e mãos ou ligam as mãos até à cabeça e descem aos pés; são 5 zonas de cada lato do corpo, contadas a partir do dedão. Os segundos - transversais - identificam os 3 níveis do corpo delimitados pelos ossos dos pés [7 tarsos, 5 metatarsos e 14 falanges].

Hanne Marquardt, terapeuta alemã, identificou os canais horizontais em Cintura escapular [cabeça], Cintura [tórax] e Cintura pélvica [pélvis], formando 4 linhas imaginárias: cabeça e pescoço, peito e abdome, estomago e pélvis, membros inferiores e mãos.


São milhares de terminais nervosos nos pés e nas mãos. Quando estão muito sensíveis é como se formassem cristais afetando a circulação sanguínea do órgão que não funciona como deve. É como se esse mal funcionamento refletisse naquela área. Na medida em que o ponto é estimulado, via medula o cérebro é informado [impulso elétrico] da disfunção e ativa o órgão, visando a sua normalização e restaurando a circulação sanguínea.

Diferente dos pés, geralmente as mãos são menos sensíveis, possivelmente por serem menos protegidas - o que não quer dizer que não é efetiva a ação terapêutica e prazerosa a massagem ao final da sessão.

São efeitos da reflexologia nas mãos e pés - durante e após geralmente 8 a 10 sessões: diminuição de dores corporais, eliminação de inflamações, estimulação da corrente sanguínea, oxigenação dos órgãos, expulsão de toxinas, melhora do sono, diminuição da ansiedade, do estresse... Somente em alguns casos, a terapia não é indicada. Exatamente por isso, é fundamental fazer a anamnese antes de iniciar o tratamento.

19/01/2019

Mapa Astral e Terapia

Nascemos indivíduos, únicos, indivisíveis. 

Com o tempo, primeiro por necessidade e depois por comodismo, nos dividimos, nos tornamos iguais a outros, nos transformamos em pessoas. 

Pessoa tem a ver com máscara, ou melhor, com camadas e camadas de jeitos de sentir e pensar que, tentando sobreviver e nos defender, vamos acumulando no decorrer da vida. Outros nomes pra esse processo são Ego, Personalidade, 'eu de cada um'... referindo-se ao que efetivamente fizemos e fazemos conosco mesmos. 

O modo como sentimos e/ou pensamos e, então, fazemos as coisas, expressam o indivíduo que cada um de nós é ou a pessoa que cada um de nós se tornou?

Uma das formas mais interessantes de responder a perguntas como essa são as informações sobre temperamento presentes no mapa astral. Excesso ou carência de fogo, terra, ar e água deixam claro o quanto cada um de nós é Sanguíneo, Colérico, Melancólico e Fleumático. 

O levantamento da Carta Natal - ou mapa astral do nascimento – possibilita ver o como a natureza nos ‘temperou’ física e psicologicamente, isto é, como cada um de nós foi preparado para levar a vida. 

Seguramente, informações preciosas do mapa astral de nascimento podem contribuir para processos terapêuticos mais efetivos e prazerosos.

Conversar sobre temperamentos ou mistura das qualidades [quente, frio, seco, úmido] dos elementos [fogo, terra, ar, água] no seu mapa natal e sugerir terapias que possibilitar harmonizar seu corpo e sua mente - é isto o que faço.

20/11/2018

Astrologia e Saúde


Que dizem os saberes milenares da astrologia sobre a saúde de cada um de nós? 

E os elementos - fogo, terra, ar, água - ou, antes ainda, as qualidades dos elementos - quente, seco, frio, úmido - o que têm a ver com nossos corpos,  nossos sentimentos e nossos pensamentos?

Onde encontrar essas informações no mapa astral? 

Como interpretá-las e o que fazer com elas na busca de conhecer a si mesmo, os outros e o tempo em que vivemos?

Neste encontro, marcado para o dia 26 de novembro, segunda-feira, das 19 às 21 horas, vamos tecer considerações sobre este tema tão interessante na astrologia.

Para outras informações e inscrições, acesse a página do evento.

27/10/2018

Sábado, dia de Saturno

Sábado é dia de Saturno. Dia em que as coisas da Terra são colocadas em destaque. É quando tudo o que a ver com a matéria chama mais a atenção do que as coisas igualmente importantes dos planos mental/psicológico e espiritual.

Saturno chama chão, dá chão, joga no chão. Faz pisar na lama. Faz lembrar que somos nada mais que argila modelada, restos de outros seres mergulhados nas mesmas águas.

Saturno é mergulho na mundanidade. É o tempo que nos consome enquanto possibilita que possamos fazer algo com o que fizeram de nós.

Sábado é dia propício pra decidir e fazer de nós e do mundo o que queremos ser e que o mundo seja.

Sábado, dia de Saturno, portanto, é dia de festa e de alegria!

24/09/2018

Lua no mapa astral

O que pode significar a Lua no mapa astral?
O que isto tem a ver com você, com as pessoas e com o ambiente em que você convive?
Que ligações e relações mantém o astro mais próximo da terra?

O que a posição que ela ocupa nessa ou naquela casa e nesse ou naquele signo tem a ver com isso ou aquilo na vida de cada um de nós?

Muita coisa, certamente! Isto porque, entre outros significados, a Lua representa, junto com a mãe, a própria criança, tanto a que cada um de nós foi como a criança interior que ainda carregamos dentro da gente. 

Conhecê-la, portanto, é fundamental! Compreendê-la, então, pode nos levar a alterar profundamente nosso modo de ver e lidar com o outro, com o mundo e, sobretudo, conosco mesmo.

Se você já fez seu mapa, vale a pena observar e rever a importância da Lua. Caso ainda não tenha feito, é bem legal que a primeira leitura seja focada nas 'coisas da Lua'...

Se quiser, será um prazer fazer esse mergulho com você! Fale comigo pelo whatsapp 11 99458-0677.

14/09/2018

Novas turmas de cursos no SindSep

Desde o ano passado, o INSTITUTO GENS vem realizando cursos de formação para os trabalhadores da educação municipal pelo SindSep - Sindicato dos Servidores do Município de São Paulo.



Neste ano, a partir de amanhã, 15 de setembro, sempre aos sábados, estão abertas as inscrições para duas novas turmas dos cursos: "Cuidar, Educar e Conviver com a criança de 0 a 6 anos", sob minha responsalidade e "Educomunicação e Criança", a cargo da professora Grácia Lopes Lima. Ambos somos responsáveis pelo INSTITUTO GENS. 



Os cursos são homologados pela SME - Secretaria Municipal de Educação e, portanto, contam pontos para a evolução funcional dos servidores. Mas estão abertos também a quem não é funcionário do município. 

O Centro de Formação do SindSep, localizado na Rua Barão de Itapetininga, 163 - República, centro da cidade, local onde acontecem os cursos, oferece Certificado a tod@s @s participantes, desde que cumpram todas as exigências previstas. 

Todas as informações estão neste endereço: https://sindsep-sp.org.br/cursos/cursos-presenciais-da-educacao-homologados-pela-sme



05/09/2018

Que dizem os astros? Nada!

E, no entanto, há milênios, a humanidade olha para o alto e se encanta com inúmeros corpos celestes! 

E quando canta, o que vê, ouve, sente e pensa o que está acima dela, é de si mesma que fala! 

E fala criando deuses e deusas e quase deuses e deusas e homens e mulheres e animais e plantas e outros seres em narrativas fantásticas versando sonhos e desilusões, alegrias e tristezas, prazeres e dores, vidas e transmutações… 

E não satisfeita, inventa conceitos, traços e fórmulas na busca incessante de explicar-se para si mesma.

Mergulhar nessas “águas”, portanto, pode ser muito mais do que refrescar, aquecer ou congelar o corpo. Pode promover algo incrível... Afinal, como diz o poeta, “há mais coisas entre o céu e na terra do que sonha a nossa vã filosofia".

Neste encontro, vamos tecer considerações sobre as qualidades primitivas e os elementos, os signos e os planetas.

28/07/2018

Mídias e Educação Escolar

Que os meios de comunicação são parte integrante da vida da maioria das pessoas, ninguém de nós duvida; que eles influenciam nossos modos de ser-pensar-agir, também não há dificuldade em se constatar. Que eles são instrumentos de controle social, entretanto, poucos conseguem perceber; que eles precisam ser vistos e tratados como órgãos informativos de grupos socialmente organizados e, portanto, comprometidos com algo mais do que entretenimento, então, para a maioria das pessoas, é algo tão distante quanto o olhar da menina apaixonada pelo astro de novela...

O fato é que as últimas décadas deram um banho de tecnologia na história da humanidade, deixando-nos atônitos, perplexos, maravilhados. Todos os dias somos acordados com mais uma novidade, certos de que a tendência é que os avanços e conquistas acelerem ainda mais seus gigantescos passos. “Onde é que tudo isso vai parar?” – dizemos assustados e cheios de razão!

No caso das mídias, o desenvolvimento é tão grande e fascinante que não erraremos se afirmarmos serem elas as responsáveis pelos saltos quantitativos e qualitativos das ciências em nossos dias. Sem falar da rede mundial, que aumenta aos milhares por dia o número de internautas, há no Brasil algum lugar em que o rádio, a tevê ou jornais e revistas ainda não tenham chegado? São esses meios, entre outros, que ocupam olhos, ouvidos e mãos das pessoas, dizendo e ensinando o que elas devem pensar, como se comportar e o que dizer sobre elas mesmas, os outros e o mundo.

Exatamente por isso, está mais do que na hora de prestarmos atenção nas mídias, de olharmos com alguma desconfiança as imagens da telinha, de ouvirmos com cuidado as falas do rádio, de lermos com atenção os textos dos jornais e das revistas. Precisamos aprender a ser críticos com os meios de comunicação, exatamente como são criteriosos os seus responsáveis quando editam matérias e as publicam nas mídias impressas e eletrônicas.

Ora, se essa é uma aprendizagem que se impõe à sociedade como um todo, muito maior deve ser a atenção da escola e dos profissionais que nela atuam. É urgente que nós, professores e professoras, façamos as mídias constarem de nossos programas curriculares e práticas educativas. Precisamos aprender – juntamente com os alunos – a fazer a “leitura crítica dos meios”, sob pena de que nossa boa vontade e interesse em ensinar alguma coisa resultem inútil, simplesmente porque, com tanta tecnologia, as mídias ensinam melhor do que qualquer um de nós.

Há, contudo, algo mais que podemos fazer: aprender e exercitar – novamente, junto com os alunos – o como fazer e a linguagem dos meios, realizando, assim, o processo da comunicação, ou seja, um conjunto de ações em comum. É o que chamamos de “Educação Pelos Meios de Comunicação”.

21/07/2018

Formação do herói



justificativa

A proposta desta oficina está associada à ideia e prática de uma das bases da cultura ocidental: a paideia grega. Entendida como formação integral do homem, visava preparar e fortalecer o indivíduo para que ele superasse a condição de animalidade e, pelo exercício da razão, se tornasse um herói – ideia que em nada se assemelha aos sentidos que vêm sendo dado ao termo nos últimos séculos e, menos ainda, sob o signo dos atuais meios de comunicação.

Herói é quem se constitui como sujeito, isto é, tornar-se capaz de “proferir palavras e realizar ações”, de acordo com Homero há cerca de 3 mil anos. Herói é aquele que supera as dificuldades da vida, usando como instrumentos não a força física e as armas, mas o que diferencia o homem dos outros animais: a razão. Ao se utilizar desse instrumento, o herói ‘cola’ a vida à arte, na medida em que faz de sua própria vida uma obra de arte. Vale dizer: herói é quem descobre e desenvolve a técnica e/ou habilidade de e para lidar consigo mesmo.


Mais tarde, quando Atenas inaugura a ‘democracia’, a paideia se dedica a formar crianças e jovens para a convivência social, entendendo que a pólis somente seria efetivamente democrática se os indivíduos o fossem. É também quando surge a figura do pedagogo, aquele que facilita o acesso dos mais jovens ao conhecimento da cidade e do mundo.


O resultado dessa formação fez a Grécia tornar-se referência para o Ocidente, o lugar de excelência dos grandes nomes da filosofia, da arte, da política, da ciência… Não por acaso, portanto, e graças à paideia, não há como falar da Antiguidade sem os pensadores gregos.


Bem por isso, vale a pena retomá-la em pelo menos algum aspecto!


de que se trata

oficina de autoconhecimento para 12 participantes com idades entre 14 e 28 anos


objetivo

contribuir para que os adolescentes e jovens participantes construam a imagem de e para si mesmos


como acontece
  • durante 39 horas [13 encontros de 3 horas cada], os participantes ouvem, comentam narrativas míticas e transformam os conteúdos em expressões artísticas: escolhem livremente quais linguagens artísticas pretendem explorar
  • subdivididos em 4 grupos de 3, concebem, elaboram, planejam e dão início à produção coletiva de arte relativa a cada um dos 12 ‘trabalhos de Hércules’
  • para o último dia, preparam e promovem exibição pública das produções

recursos materiais
  • sala adequada para trabalhos em grupos e subgrupos
  • data show
  • materiais básicos disponíveis para produções artísticas

12/05/2018

Astrofilosofia e Terapia

Quero partilhar com vocês os resultados de estudos que há tempos realizo em filosofia e astrologia, em especial com relação à Saúde como integração de mente, corpo e convívio social.


Comumente se diz que isto tem a ver com Temperamentos, ou seja:

  • Quente e Frio, Seco e Úmido são qualidades primordiais que formam o Fogo, a Terra, o Ar e a Água que, por sua vez, formam os corpos
  • cada corpo é uma mistura desses elementos e resulta no que chamamos individualidade
  • mas, no decorrer da vida, des-temperamos e re-temperamos o original, resultando no que denominamos personalidade
  • restam, então, duas opções: des-cobrir a individualidade ou re-forçar a personalidade

Pois bem. O mapa astral indica os elementos e sugere terapias que contribuem para o conhecimento de si mesmo.

Caso lhe interesse, entre em contato comigo [ver box ao lado] ou pelo zap 11 99458-0677.

10/02/2018

Estupidez | ferida da infância

– Você é burro!
– Fala direito, moleque. 
– Vê se aprende a falar, menina.
– Você não sabe nada!
– Não entendi nada do que você falou.
– Aprenda com seu irmão.
– Cala a boca!
– Não sei quando você vai aprender.

Se a criança ouve palavras como estas, dentro dela abre uma ferida enorme. É o mesmo que ser chamada de estúpida ou não inteligente porque ainda não consegue se expressar de forma inteligível. É uma provocação que causa dor profunda como a chaga, uma lesão que não cicatriza.

Isso acontece quando os adultos que convivem com a criança na primeira infância não são capazes de ouvir e dar a devida atenção a ela. Não respeitam o seu tempo e o seu jeito de ser. Não são minimamente sensíveis às suas reais condições naquele momento. Não entendem que não é porque essa e aquela criança ‘se comunica direitinho’ que toda criança tem que se comunicar igual. 

Na vida adulta, essa ferida aberta e a dor profunda causada por ela tendem a levar a pessoa ao medo de expressar seus sentimentos e pensamentos, especialmente se eles desagradam os outros. 

De fato, ela tem medo de não conseguir se explicar, de ser clara e objetiva. Então, busca palavras e conceitos, fala demais tentando racionalizar tudo, mas o que quase sempre consegue é tão somente repetir o senso comum, o acho-que-achei-que-tinha-achado. É possível, inclusive, que tenha necessidade de mentir, especialmente para si mesma, na tentativa de sobreviver à pressão mental.

Vale dizer: a pessoa acredita que só será amada se conseguir ter e dar uma explicação pra tudo.

03/02/2018

Injustiça | ferida da infância

Quando a criança vive num ambiente em que os adultos mais próximos são duros e frios, ela conta com todos os ingredientes necessários para crescer com uma ferida enorme causada por injustiça.

Vale dizer: ela é continuamente desrespeitada.

Crescer com adultos autoritários é sentir e, de fato, ser perseguida o tempo todo: `cala a boca`, `engole o choro`, `não faça isso, não faça aquilo`, `não vá nesse ou naquele lugar`… A criança é sistematicamente provocada. Cabe a ela nada mais que obedecer e cumprir ordens.

Como a primeira infância é o momento marcado pela necessidade ou carência ou dependência, a criança ainda não consegue reagir a tanta provocação. Quando consegue, expressa o sofrimento através do choro, da manha, da birra… Mas nada disso comove o meio autoritário em que vive.

Desafiada o tempo todo a demonstrar capacidade de reagir às provocações, de dar conta do que ainda não consegue, a tendência é que ela venha a nutrir sentimentos de impotência e, pior ainda, de inutilidade. Vai ficando claro pra criança que não merece ser amada, já que não é capaz de responder aos mandos e desmandos.

Na vida adulta, esse sentimento de injustiça - se não foi ou se não é trabalhado - explode num fanatismo pela casa em ordem, pela roupa indefectível, pela mania de cada coisa em seu lugar... A pessoa busca um possível perfeccionismo, tentando minimizar erros e cobranças exageradas na infância. Junte-se a isso a enorme dificuldade ou mesmo incapacidade de tomar decisões, das mais simples às mais difíceis.

Puro sofrimento!

21/01/2018

Traição | ferida da infância

Tudo o que uma criança precisa é ser acolhida. 

Tudo o que a criança necessita é ser aceita. 

Tudo o que a criança quer é ser tratada como alguém que está chegando num mundo ‘pronto’, e ainda não sabe qual é o ‘seu lugar’.

Roupa, brinquedo e a tralha toda de quinquilharia é coisa de adulto. Ser tratada como ‘princesa’ ou como ‘campeão’, por exemplo, não quer dizer absolutamente nada pra ela. Esse modo de lidar com a criança têm a ver, isto sim, com desarranjos de gente grande que transfere pra ela suas carências e seus sonhos. 

O fato é que ser acolhida é muito mais do que receber casa, comida, presente... Ser acolhida é ser considerada, tratada e aceita como criança. É ser atendida em sua necessidade real. Caso isto não aconteça, o que ela desenvolve é um sentimento de traição. 

É possível que toda criança sofra e/ou sinta vários tipos de traição nos primeiros anos de vida. Mas quando elas são intensas e recorrentes, quando são muitas as decepções cotidianas, a criança traduz esse comportamento do adulto como manifestação de desamor. 

Ou seja, se o adulto promete e não cumpre, se diz que vai fazer e não faz, se mente para a criança, pode acontecer dela desenvolver algo como desconfiança e, pior ainda, o sentimento de que ela não merece o que lhe foi prometido. Daí para a inveja é um passo, já que a experiência de não ter sido atendida pode levá-la a não se sentir digna de ter o que os outros têm. 

Vivenciar muitas situações de desamor pode levar a pessoa adulta a querer controlar tudo e todos à sua volta, tentando evitar, como no passado, ser esquecida e injustiçada. Ela desenvolve um permanente e constante medo de ser traída no decorrer da vida.

O sofrimento causado pela traição é uma ferida bem difícil de tratar.

12/01/2018

Abandono | ferida da infância

Em geral, os adultos não percebem. Afirmam que é só brincadeira. Acham graça. Morrem de rir. 

Não compreendem que a noção de tempo e espaço é algo que está sendo construída. E que a criança não diferencia fantasia de realidade – pelo menos não do jeito deles. 

Não entendem que, na infância, ausência pode se o mesmo que abandono.

Quando se escondem e dizem, por exemplo, que ‘papai ou mamãe foi embora porque ficou triste com você’, a criança chora e, de verdade, sofre muito. Quando ameaçam deixá-la sozinha porque fez isto ou aquilo, ela acredita que é isto mesmo que vai acontecer. Quando ‘esquecem’ de buscá-la ou demoram pra ir ao seu encontro, a sensação que ela tem é que, realmente, foi abandonada.

De fato, o abandono é um dos medos mais frequentes na infância.

Mesmo quando os pais e os mais próximos compreendem que, nesta fase da vida, fantasia e realidade se confundem e a noção de tempo é algo que está sendo construída, a situação não é nada simples. Se a criança foi ou é abandonada – ou se é isto que ela sentiu ou sente – é muito difícil o que tende a acontecer daí pra frente. A negligência [ou falta de cuidado ou desleixo ou desmazelo ou preguiça] marca profundamente o corpo e a mente da criança.

Na vida adulta, o medo da solidão e da rejeição levam ao desespero quando não conta com a presença física das pessoas que ama. Ou então, com medo de ser abandonada outra vez, ela tende a se reservar, não se liga a nada e a ninguém. 

07/01/2018

Rejeição | ferida da infância

Sabe aquela sensação de quem não está agradando? De estar num lugar em que os outros ficam incomodados com sua presença? De sentir que não é uma pessoa bem vinda?

Quando se é adulto, alternativas não faltam diante de situações como essas: sair fora, esquecer quem está ali, ir pra outro lugar, desencanar… Há quem faça isso 'numa boa' e deixa pra lá. Outros sofrem muito: o que não falta é gente carregando potes de mágoa e tristeza por se sentirem rejeitados! 

Mas quando se é criança, a situação é diferente: sair fora é impossível; esquecer, menos ainda. O único jeito é chorar e sofrer de modo profundo.

O medo da rejeição provoca uma ferida bem difícil de ser curada – se é que é possível ser curada! –, sobretudo quando sabemos que muitos filhos não foram desejados e que boa parte dos profissionais de educação, de fato, não gosta de criança.

O fato é que não se sentir suficientemente amada e acolhida, ser desvalorizada e depreciada, não receber a devida atenção na infância faz a pessoa criar dentro de si a imagem de alguém que não merece afeto e que não tem lugar num grupo social. Sentir-se como alguém que não é bem vindo fere mais do que violência física!

Criança que se sente rejeitada, ou adulto que se sentiu rejeitado na infância, tende a não se valorizar, a se depreciar o tempo todo, a ser uma pessoa super insegura. E mesmo quando consegue algum tipo de sucesso, é alguém que não aguenta ouvir a menor crítica. Então, foge, fica agressivo ou se recolhe. Em qualquer situação, sofre muito.

O medo de ser criticado tem tudo a ver com o medo de ser rejeitado.

03/01/2018

Humilhação | ferida da infância

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Como sabemos, ferida é um corte. É algo que separa o que estava junto. 

No corpo, é no tecido, ou seja, num conjunto de células que tem uma importante função no organismo. 

A ferida pode ser superficial ou profunda, simples ou complexa e ser causada por ene motivos…

Mas a ferida pode ser também emocional ou psicológica. É quando tem a ver com experiências que nos fizeram sofrer muito no decorrer da vida, principalmente num tempo em que ainda não entendíamos com clareza o que ouvimos das pessoas, especialmente daquelas que acreditávamos piamente que gostavam da gente.  

Vale dizer: a infância é um tempo bem difícil, porque a criança está chegando num ‘mundo já pronto’, definido pelos adultos, portanto, um espaço e um tempo compreensível para os adultos, mas totalmente novo pra criança. Ela tem muito o que aprender e a cobrança é enorme... 

Nesse tempo, uma das feridas mais doloridas na nossa vida é a humilhação: quando sentimos que os outros, em especial os adultos mais próximos, nos desaprovam e nos criticam. Ser chamado de burro ou estúpido ou mau ser comparado com outras crianças chamadas de boazinhas, por exemplo, é algo que destrói a criança, acaba com sua autoestima.

Crescer num ambiente assim pode ter consequências bem tristes: adultos exageradamente dependentes ou verdadeiros ‘tiranos’, em geral, são pessoas que, como mecanismo de defesa, vivem de humilhar os outros como forma de se sentirem valorizadas.

02/01/2018

Pobre não existe. Rico não existe.

Duvido que alguém encontre em toda a história da humanidade ao menos uma pessoa que tenha nascido rica ou que tenha nascido pobre. Duvido que em algum lugar do planeta alguém possa afirmar que é rico ou pobre de nascença.

Pobreza e riqueza são categorias de uma certa antropologia historicamente comprometida com certa visão de mundo segundo a qual viver em sociedade implica diferenciar os homens entre si…

O que existe é pouca gente enriquecida e muita, mas muita gente empobrecida. O que existe é concentração de riqueza e distribuição de pobreza. O que existe, de fato, é que alguns se acham no direito de acumular para si mesmos o que, de fato, é de todos. 

  • A vida é abundante! Não falta terra, não falta ar, não falta água, não falta calor. Toda e qualquer tentativa de controlar a vida é abuso de um lado e ignorância de outro.


A propriedade privada, lembra Rousseau, surgiu quando alguém, depois de convencer uma minoria de que era ‘diferente’ deles, disse “isto é meu”. Como não encontrou quem reagisse – talvez por surpresa mas, certamente, pela força e violência dos ‘convencidos’ –, ele se apropriou do espaço e da riqueza que sempre foi de todos.

  • Desde então, ‘morrer rico’ é o sonho de muita gente. Que miséria!!!

Seus herdeiros, por sua vez, continuam construindo mausoléus pros seus pais nos cemitérios, ao mesmo tempo que, cada vez mais, contam com a ‘surpresa’ e a ‘força’ de quem os mantém na condição de ‘igualmente diferentes’ dos demais. Que pobreza!!!

Ninguém nasce pobre. Ninguém nasce rico. Cada um de nós ou nasce enriquecido ou nasce empobrecido. Sair ou permanecer nessa ou naquela condição tem a ver com acumular ou não acumular para si o que é de todos.

  • A vida é farta. Cultivar a miséria – seja concentrando riqueza, seja admitindo que ela seja concentrada – tem o nome de morte.

24/12/2017

Jesus é um mito

Não tenho nenhuma dificuldade em aceitar a ideia de que Jesus é um mito. 

Ou seja, ele nunca existiu: de verdade, não nasceu na manjedoura, não viveu fazendo pregação e nem morreu na cruz. Tudo isso teria sido inventado por muita gente durante sabedeus por quanto tempo… Ou então, segundo alguns, essa história toda foi criada ou por um pequeno grupo de pessoas interessadas, isto sim, em dar sustentação a mais uma religião – uma mistura de judaismo, helenismo e cristinanismo.

O fato é que as narrativas em torno da figura de Jesus nada mais são do que versões aproximadas de outros mitos, entre eles Krishna, Osíris, Mitra, Héracles… Todas elas tratam da vontade [e necessidade] humana de que o mundo criado pelos humanos [você e eu, portanto] seja mais interessante do que este que temos criado e, principalmente, do que temos feito de nós mesmos.

Gosto muito do mito Jesus!

12/12/2017

Escolhas

A vida ensina que, frente a cada um dos momentos difíceis, a gente tem algumas possibilidades de pensamento e ação. É possível que as mais importantes sejam encarar ou fugir. 

Fugir é mais fácil. Aparentemente, é mais seguro. Parece mais conveniente sair fora, fingir que nada aconteceu e deixar pra lá. É comum a gente dizer que “é assim mesmo”, “não há o que fazer”, “as pessoas não aprendem”, “não vale a pena se desgastar”….

Sem dúvida, é uma saída válida. Não raro, é a única coisa que a gente consegue pensar e fazer. E sinceramente penso que deva ser considerada e até mesmo respeitada. Naquele momento é tudo que é possível fazer.

Mas tudo muda o tempo todo. Ainda bem! Tudo acontece num segundo e, logo em seguida, é outro segundo e outro e outro. O tempo anda, nunca para. A vida segue, a vida flui. E o que a gente pensou e decidiu num segundo não vale mais. Perdeu todo o sentido. Só ficou numa parte da nossa cabeça.

Por outro lado, encarar cada um desses momentos é mais difícil. Parece impossível! Tudo indica que não dá mais…

Pois é! Mas é justamente aí que está a questão: encarar a situação é encarar-se frente a situação. É ter que se re-ver diante dela. É re-viver o segundo. É re-visar o que pensou e fez.

E quando a gente faz isto, percebe que não são poucas as inevitáveis besteiras e bobagens que a gente fala de sopetão, assim como são muitas as coisas que a gente fez e faz sem pensar antes. 

Só que pra agir dessa forma, é preciso ter coragem. É preciso ser humano. É preciso ter compaixão, primeiro consigo mesmo pra, então, compreender o outro. É preciso admitir-se para, depois, admitir o outro.

Nada fácil, como se vê! Mas também nada mais saudável e prazeroso! 

A vida é bem maior que a gente! Nossas “decisões”, especialmente as “definitivas”, são mesquinhas demais se comparadas às boas e gostosas risadas!

25/08/2017

Símbolos dos Signos

Três encontros [3 horas cada] destinados a exercícios de leitura, compreensão e interpretação de símbolos especialmente utilizados na astrologia, um dos modos de conhecimento mais antigos que a humanidade inventou.

O que são, quais são e o que podem significar os símbolos os corpos celestes?

E o que dizer de suas relações com o que existe na terra e, especialmente, comigo e com você?

Abordar símbolos é lidar com representações do que, há milênios, sentimos e pensamos de nós mesmos, dos outros e de tudo o mais que tem a ver com a vida. Investigá-los e interpretá-los, além de interessante e prazeroso, é um dos caminhos que levam ao conhecimento de si e do mundo.


29/04/2017

Duas opções

Quando falamos do que fazer para conseguir o nosso sustento e o daqueles que dependem de nós, você e eu temos duas opções: trabalhar para sustentar o capital ou cuidar do humano. 

Convém lembrar:

  • 1] o termo trabalho vem do Latim ‘tripalium’, o mesmo que instrumento de tortura com três pedaços de madeira; atualmente, há quem diga que ‘todo trabalho é digno’; 
  • 2] ‘sustentar’ é o mesmo que ‘aguentar’, ‘apoiar’, ‘suportar’, ou seja, o que ou quem é sustentado está por cima e quem o sustenta, por óbvio, está por baixo; 
  • 3] ‘cuidar’ é o mesmo que ‘pensar, cogitar’ acrescido de ‘planejar’. ou seja, cuidar de uma situação ou de alguém implica, antes, pensar e planejar o que deve ser feito.

‘Trabalhar para sustentar o capital’ é optar pela sua manutenção. É reconhecer que ele é mais importante que o humano. É aceitar objetiva e subjetivamente que seus valores – em especial, a competição e o consumismo – devem ser aceitos por todos. Mais ainda: é professar publicamente que está de acordo com a concentração da riqueza socialmente produzida.

‘Cuidar do humano’ não é trabalho – nem no sentido original e nem no moderno. Optar pelo ‘cuidar do humano’ é não ter compromisso de sustentar o capital. Capital e Humano se excluem. Competir é um verbo que se conjuga quando o capital é importante. Consumismo é algo contra a natureza e o ser humano. Pensar e planejar o que deve ser feito, portanto, é professar publicamente pelo que se opõe ao capital. 

Entretanto 

Algo estranho acontece com quem se diz interessado em ‘cuidar do humano’ e, de fato, desenvolve ações teoricamente fundamentadas na ideia de que o ser humano é mais importante que o capital:

  • Há quem imagina, por exemplo, humanizar o capital. Acreditam ser possível ‘tornar as relações mais humanas’ em ambientes competitivos, fundados nos princípios da exploração do trabalho humano. Alguns ‘ganham fortunas’ com consultorias e assessorias que, na real, aprofundam ainda mais as diferenças já tão evidentes. A grande maioria dos ‘prestadores de serviços’, certos de que estão contribuindo para o bem de todos, serve, quando muito, tão somente pra justificar os interesses dos servidores do capital. 
  • Há quem esteja certo de que está ‘mudando o mundo’ quando realiza projetos – em especial na área ambiental, mas não só –, contando com as migalhas que recebe do patrocinador – que palavra horrível! Em geral, dependem totalmente da boa vontade de quem decide continuar apoiando ou não as iniciativas para as quais foram contratados. Quando elas minguam ou deixam de existir, bem, mudar o mundo não é mais possível…
  • E há, obviamente, quem financia os que se acreditam portadores de um discurso e uma prática de ‘cuidar do humano’. Quem são eles? Os representantes dos donos do capital. O que querem? Manter o capital o mais distante possível do humano. Mas eles não 'ajudam' – outra palavra horrível – muita gente? Não, eles trabalham para o capital.

Vale dizer

É horrível observar e constatar: em geral, o que se diz e se faz do 'cuidar do humano' é o mesmo que se diz e se faz do ‘trabalho que sustenta o capital’. Em ambos, a ideia e a prática são idênticas: de um lado, trabalhadores operacionais e de outro, os que decidem e fiscalizam; há previsão e cobrança de metas a serem atingidas; o objetivo é o lucro material e/ou imaterial, portanto, acumular a riqueza socialmente produzida... E com um agravante a mais: a terceirização, em especial no ‘cuidar do humano’, que é a expressão mais bem elaborada da precarização.

Não menos horrível, mas sobretudo triste, é perceber o quanto as honestas e boas intenções de pessoas realmente sensibilizadas para com o humano são tratadas – e se deixam tratar pelo capital. Como são enganadas – e se deixam enganar! Como são exploradas – e se deixam explorar!

Mas o que fazer e como fazer para conseguir o nosso sustento e o daqueles que dependem de nós sem trabalhar para o capital? Como sobreviver, isto é, continuar a viver apesar do capital? Como, de verdade, ‘cuidar do humano’ sem ser envolvido e deixar-se envolver pelos que, consciente ou inconscientemente, sustentam justamente um jeito de viver que nos explora?

14/04/2017

Vamos conversar?

Bastam alguns minutos de ‘conversa’ pra perceber o quanto cada um de nós pensa diferente do outro. 

Nem melhor, nem pior. Nem bom, nem ruim. Nem certo, nem errado. Nem mais, nem menos. Mas diferente.

Cada um vê o mundo a partir de um ponto de vista. E o ponto que permite a vista de cada um é único. Não tem como ser igual ou parecido com qualquer outro. Nem mais amplo, nem mais diminuto. Nem mais profundo, nem mais superficial. Nem mais, nem menos. Apenas um ponto que permite uma vista.

O ponto de vista do indivíduo é único porque tem a ver com a história de cada um. E o que define o seu ponto de vista é o que cada um fez e faz com o que ouviu e viu no decorrer da vida. É através dele que o indivíduo vê o mundo. Somente ele sabe o que sente em relação ao que aconteceu e acontece à sua volta. 

A não ser o indivíduo, ninguém é capaz de medir e pesar o sentido de cada palavra. Por conta disso, ele não pode e não consegue falar por ninguém. Do mesmo modo, ninguém pode e consegue falar por ele. A visão de mundo do indivíduo, portanto, é única.

Ou seja, qualquer conversa, pelo menos num primeiro momento, é praticamente impossível. Tanto é assim que, o mais comum, em especial entre pessoas que se acreditam próximas, é recorrer ao velho chavão: “assim não dá… é impossível falar com você”. Os muitos e inevitáveis choques dos pontos de vista simplesmente inviabilizam o que poderia vir a ser uma conversa.

Vale dizer

Para que seja possível uma conversa, é preciso que o indivíduo admita a existência do outro, isto é, perceba que, além de si mesmo, outros indivíduos ocupam o mesmo tempo e espaço que ele. Mas é preciso também que reconheça o outro, isto é, perceba que, assim como ele, o outro só consegue ver o mundo do jeito dele.

  • Conversar vem do latim conversare = junto com + voltar-se para. É o mesmo que virar ou voltar-se para o outro. É estar com alguém e prestar atenção no que ele diz.

Tudo indica que se você e eu não aprendermos, individualmente, a conjugar os verbos admitir e reconhecer, o que seria uma ação essencialmente prazerosa – conversar – pode se tornar em algo que só nos faz entristecer e... ficar solitários.

12/04/2017

Filosofia em Guaianases


De abril a novembro de 2017, estarei ministrando mais um Curso Livre de Filosofia, do INSTITUTO GENS. 
Desta vez, em Guaianases, zona leste da cidade de São Paulo.
Serão 7 encontros com duração de 3 horas cada. Os temas propostos são Alienação, Ideologia, Ética, Tipos de conhecimento, Política, entre outros.
Os participantes são "grupos de pessoas que fazem diversas ações em torno da arte, cultura e algumas paralelamente trabalham em serviços das assistência social", diz Sheyla Melo, responsável pelo convite pra realizar o curso e coordenadora dos Encontros de Filosofia em Guaianases.
Estou certo de que será um prazer enorme estar com essas pessoas, que me dão a oportunidade de ser o professor que eu penso que todo professor e toda professora deve ser: juntamente com @s alun@s, os únicos responsáveis pelos conteúdos que querem trabalhar.

03/04/2017

A boa mãe na primeiríssima infância


De que se trata
De um MiniCurso [2 encontros com duração de 3 horas cada], que discute o papel e a importância do ambiente de nascimento e crescimento inicial da criança.
Esta é mais uma atividade do Curso Livre de Filosofia, do INSTITUTO GENS.

Justificativa
Além de fundamental para o desenvolvimento humano, o período que vai da gestação aos três anos é um vetor de justiça social: se os direitos da criança não forem garantidos, tanto ela como o grupo no qual está inserida, assim como toda a sociedade, sofrem as consequências.
Boas intenções e encantamento com a fase inicial da vida, portanto, não bastam. 

É preciso que a mãe, o pai, a família, os profissionais que atuam nessa faixa etária e os adultos em geral busquem se informar sobre a infância e assumam compromissos em favor do desenvolvimento físico, cognitivo e psico-social da criança pequena. Sem a participação efetiva dos que estão direta e indiretamente envolvidos com o nascimento e o crescimento da criança, sem a atenção necessária e o devido cuidado com o período mais frágil da existência humana, a tendência é tornarmos cada vez mais difícil a convivência social.

Convém, então, que nos apropriemos do tema, que o abordemos sob diferentes aspectos, que o tornemos importante e merecedor de nossa atenção.

O MiniCurso 'A boa mãe na primeiríssima infância' propõe avaliar modos atualmente adotados no trato com as crianças - inclusive em outras culturas, apresentar e discutir ideias, propostas e práticas de estudiosos que contribuam para o desenvolvimento saudável da criança pequena.

Objetivo

Contribuir para que adultos em geral compreendam a criança e, em especial, a importância e a dimensão de suas ações no trato com a primeiríssima infância.

Público

Mães, pais, avós, ti@s, prim@s, amig@s, vizinh@s, cuidador@s e outr@s profissionais de educação e saúde.

Conteúdos

1] Apresentação do conceito "mãe suficientemente boa", do pediatra e psicanalista Donald Woods Winnicott [1896-1971]: o ambiente facilitador promovido por quem cuida de crianças respeita as necessidades de cada uma delas, possibilitando a adaptação e o amadurecimento individual.
2] Outras modalidades de atenção à criança pequena.

Vagas

15 participantes

Quando

11 e 13 de abril, das 14 às 17 horas

Onde

Rua Henrique Schaumann, 125 - PInheiros - São Paulo, SP [próximo à Av. Rebouças]

Responsável

Donizete Soares, professor de filosofia do iGENS

Como participar

1] Realizar depósito ou transferência no valor de R$ 130,00 (cento e trinta reais) para
Banco do Brasil
Agência 1201.7
Conta 2779.0
em nome de INSTITUTO GENS - CNPJ 059.394.247/0001-82

2] Enviar comprovante para igens@portalgens.com.br

3] Preencher e enviar ficha de inscrição.

22/03/2017

Cáspita!

Quem chegou próximo aos 60 anos viveu, pelo menos duas vezes, todas as fases da vida; é alguém que, com certeza, pode dizer que tem "experiência de vida" e que, teoricamente, sabe o que fala e faz; é alguém que, quando abre a boca, tem o que dizer, e o que diz mereceria um mínimo de atenção e respeito.

Digo mereceria porque, em geral, não é o que acontece. É cada vez mais raro encontrar idos@s com @s quais vale a pena tocar um dedo de prosa.

Mas por que, em geral, isto acontece sobretudo em relação aos mais velhos? Por que o que dizem e fazem é tão igual ao que sempre disseram e fizeram, repetindo o que seus pais e avós também disseram e fizeram? Por que, de fato, em geral, eles não têm o que dizer?
  • Impossível não lembrar o tópico 9 do poema "na trilha", de Plínio Marcos: "cuidado com o papo dos velhos; geralmente, o que dizem é pra justificar a vida miserável que viveram".

Cáspita! Não percebem que o tempo que lhes resta é menor do que o que já viveram? Não se dão conta de que a possibilidade que eles têm de alterar positivamente alguma coisa na vida é menor a cada dia? Ao menos se lembram de que o que falam e fazem nem é em favor de si mesmos, já que em breve estarão mortos e totalmente esquecidos?

Cáspita! Se esse modo de ser e de viver apenas os atingisse poderíamos dizer em alto e bom som "que se fodam'!, que arquem com as consequências dos seus atos miseráveis! Mas infelizmente não é assim. E não é, justamente porque muitos deles, com a conivência de outros, inclusive mais jovens, assumem um tipo de poder que os autoriza a governar a vida das pessoas, metendo o bedelho em tudo o que querem.

Cáspita! Se no decorrer de suas vidas não conseguiram pensar e dizer algo que possa contribuir para as novas gerações, nada que seja diferente da sua 'vida miserável', que tenham a dignidade de não querer que os mais jovens repitam as bobagens que disseram e fizeram. Que assumam que não tiveram capacidade e condições suficientes para mudar o que receberam de seus pais e tenham hombridade para não dificultar a vida dos que virão.

Em tempo


  • Ninguém nasceu ou foi escolhido para ser isto ou aquilo, assim como sobre ninguém pesa a obrigação de sentir, pensar e ser o que qualquer outro quer que ele sinta, pense e seja.
  • Exceto a criança e a pessoa física e mentalmente impossibilitada de decidir por si mesma, cada um é o que quer, consegue e pode ser; portanto, cada um e cada uma é suficientemente capaz de responder pelo que fala e faz.
  • Se desde muito pequenos, temos opiniões, fazemos escolhas e decidimos o que julgamos ser o melhor pra nós e, por vezes, acertamos ou nem tanto, também temos a vida inteira para re-ver e re-avaliar avanços e retrocessos. 
  • Dificultar e/ou inviabilizar a vida dos mais jovens como forma de justificar a 'vida miserável' que levou é coisa de canalha e, portanto, não merece nenhum respeito.